29/09/2014

Psiquiatra

Há alguns meses que as coisas andavam bastante complicadas, mas eu deixava andar, adiava, para depois do fim de semana, para depois das férias, para o fim do ano...naquele processo de negação pela qual passamos antes de assumir um problema que é aborrecido. Até que, depois de ter férias num sítio lindo, com uma óptima companhia e sentir que as férias tinham sido uma seca, achei que estava na hora. Fui a um psiquiatra. Ia cheia de medo, pois não é a primeira vez que tenho uma depressão grande e sei que gostar do médico é meio caminho andado para a recuperação. Dei de caras com um gajo novo, simpático, afável que me receitou um anti depressivo que está a fazer o efeito desejado, ou pelo menos sinto-me melhor, menos deprimida, menos afundada num buraco que me tirava a alegria e o gozo nas coisas. Só não gostei nada, do preço da consulta, nada. Mas já tenho outra marcada. É rezar.
 E juro que não percebo aquela malta que acha que os psiquiatras são para os malucos, os psiquiatras são médicos normais, com quem falamos coisas que nem com a nossa sombra conseguimos falar, acho que é esse o segredo, eles são pessoas de fora do nosso circulo de amizades e , como são estranhos, é muito mais fácil conversar coisas que com os nossos amigos são complicadas, pois o médico tem uma opinião isenta. Completamente fã!

4 comentários:

  1. Não é vergonha nenhuma ir a um psiquiatra. Ainda bem que reconheceste que precisavas de acompanhamento para melhorares o teu ânimo. Assim vai ficar tudo melhor ;)
    Beijinhos
    http://douradorosa.blogspot.pt/

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    1. Espero que fique tudo bem, obrigada pela força ;)

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  2. “A vida não é um corredor recto e fácil no qual possamos caminhar livremente sem limitações, mas sim um labirinto com passagens, através das quais temos de procurar o nosso caminho, perdidos, confusos e de quando em vez chegando a um beco sem saída.
    Mas, se tivermos fé, Deus abrir-nos-á, sempre, uma porta, talvez não aquela que nós próprios tenhamos planeado, mas uma que, na sua essência, provará ser boa para nós.”

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    1. Carla, é verdade, há que ter fé :)

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Obrigada pelo comentário!